A Psicose para a Psicanálise

Postado em 09/09/2019

A Psicose para a Psicanálise

Freud afirma que a psicose seria resultado do conflito do Eu e o mundo externo. O Eu fracassa em manter-se fiel ao mundo externo e tentar silenciar o Id; assim o Eu é derrotado pelo Id e consequentemente afastado da realidade, deste modo surge a psicose segundo Sigmund Freud.

A primeira etapa da psicose seria o afastamento do Eu da realidade e a segunda seria a reparação do dano causado e o restabelecimento das relações com a realidade.

Em seu texto “Neurose e Psicose” Freud ressalta a psicose como sendo dada pela ausência da inscrição da castração e inexistência do sujeito. A psicose seria então de dois tipos: a paranoia e a esquizofrenia. A esquizofrenia seria marcada pelo recuo no nível do autoerotismo (produzidos na ausência de estímulos externos) e a paranoia seria uma interrupção no nível do narcisismo.

A esquizofrenia não seria um distúrbio cerebral, mas uma perturbação do inconsciente, uma forma de psicose onde teria perda total da participação do mundo externo.

Após algum tempo psicanalistas surgiram dizendo que a esquizofrenia seria resultado de mães repressoras. Por exemplo, em 1948, Frieda surge com o termo “mãe esquizofrenogênica”, em outras palavras, mães que com a criação fazem seus filhos se tornarem esquizofrênicos.

Segundo Winnicott é essencial que a relação mãe-bebê seja saudável, considerando que no primeiro ano de vida não há separação do “eu” e do “não eu”. Não basta a mãe ser suficientemente boa, deve haver uma interação entre mãe e ambiente visando a formação da psique do bebê, caso isso não ocorra estabelece-se uma deficiência gerando uma grande ansiedade no bebê que vai dar origem a psicose.

Do mesmo modo que podem ocorrer ao sujeito psicótico o restabelecimento e estabilidade, pode ser também que ocorra o aumento de angústia e do sentimento de invasão.

Um psicótico não deixa de ser psicótico, como um neurótico não deixa de ser neurótico, então segundo Lacan não tem porque o analista não atender um paciente psicótico. O analista não deve recuar. É através da escuta que se pode minimizar o isolamento que ocorre na psicose.

“O neurótico constrói um castelo no ar. O psicótico mora nele” (Jerome Lawrence).

 

 

 

 

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